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Lição de uma mãe: como formar filhos de valor em um mundo sem limites

Queridos amigos e amigas,

Nós, seres humanos, de modo geral, amamos os nossos filhos. Por outro lado, não raro encontramos pais e mães imersos em graves problemas envolvendo a conduta de seus queridos rebentos. Outro dia, li uma lenda da Roma antiga que narrava sobre uma matrona de nome Cornélia que tinha dois filhos. Certo dia, ela chamou os meninos e lhes disse que naquele dia iriam receber a visita de uma amiga para jantar. Ela era muito rica e viria para lhes mostrar suas joias.

Quando a mulher chegou, ambos os irmãos arregalaram os olhos ao ver os anéis que ela trazia nos dedos, os braceletes, as correntes de ouro no seu pescoço e os fios de pérolas que cintilavam nos seus cabelos. Olharam para sua mãe, que trajava uma túnica branca, sem enfeites, e na cabeça apenas duas tranças enroladas. Um servo trouxe uma caixa e a colocou sobre a mesa. E ante a surpresa dos meninos, a mulher lhes mostrou rubis, safiras, esmeraldas verdes e diamantes.

O menorzinho sussurrou para o maior: “Seria tão bom se nossa mãe pudesse ter algumas dessas joias!” Olhando com quase piedade para Cornélia, a ilustre visitante lhe indagou: “É verdade que você não tem joias? És tão pobre assim?” Sem pestanejar, a anfitriã respondeu: “De forma alguma. Tenho joias muito mais valiosas que as suas!”

Os irmãos Tibério e Caio se entreolharam e pensaram: “seria possível que sua mãe tinha joias em algum cofre secreto!” E Cornélia se aproximou dos dois filhos, abraçou-os sorrindo e falou: “Estas são as minhas joias. Não são muito mais preciosas do que as suas pedrarias?”

De fato, queridos amigos e amigas, os filhos nos são verdadeiros tesouros que Deus nos concede. No início ainda são singelos, mas com o passar do tempo, se forem bem educados e conduzidos com amor e paciência, tornam-se verdadeiras preciosidades humanas. No entanto, se não for ofertado a eles o que precisam, para se tornarem adultos valiosos, estarão, na verdade, sendo tratados para se tronarem seres desequilibrados e dependentes da abnegação alheia. Sugando tudo a sua volta, como verdadeiros vampiros, parasitas da boa vontade dos outros.

A mãe da lenda ensinou aos seus filhos o valor da simplicidade e do amor, que supera qualquer valor que possamos dar aos tesouros fugidios da terra. Neste ensinamento, ela, sem falar, ensina o caráter puro que não é invejoso e sabe preservar a amizade acima de quaisquer diferenças que possamos ter em relação ao amigo. Certamente a educação dos filhos é atribuição essencial dos pais, mas sabemos que muitos dos cenários familiares tem substituído a presença dos pais biológicos por outros responsáveis, que, do mesmo modo, devem passar aos seus tutelados o que é preciso para se tornarem adultos de valor.

Para ilustrar essa verdade, trago uma mensagem bem sugestiva, a qual enumera os oito passos que os pais e tutores devem executar para “tirar o valor” dos filhos:

  1. comece na infância a dar ao seu filho tudo que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja;
  2. nunca lhe dê orientação religiosa. Espere até que chegue aos 21 anos e “decida por si mesmo”;
  3. apanhe tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a sua responsabilidade.
  4. discuta com frequência na sua presença. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer;
  5. dê-lhe todo o dinheiro que quiser. Nunca o deixe ganhar o seu próprio dinheiro. Por que ele terá de passar pelas mesmas dificuldades que você passou?
  6. satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações;
  7. tome o partido dele contra vizinhos, professores, policiais (todos têm má vontade para com ele);
  8. quando se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: “Nunca consegui dominá-lo”.

Nossos filhos, sem dúvidas são as nossas riquezas. No entanto, por amor precisamos exercitar o “não” na hora certa, para que amanhã não fiquemos a nos lamentar diante de um adulto que se sentirá sem valor, com todas as consequências trazidas por esse sentimento. Os outros poderão até desviar-se dele, mas nós não.

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