17 de avril de 2026

Sélecteurs génériques
Correspondance exacte
Recherche dans le titre
Rechercher dans le contenu
Sélecteurs de type de message
Recherche dans les éditions
Recherche dans les anciennes éditions
Recherche dans les nouvelles et les podcasts

17/04/2026

Sélecteurs génériques
Correspondance exacte
Recherche dans le titre
Rechercher dans le contenu
Sélecteurs de type de message
Recherche dans les éditions
Recherche dans les anciennes éditions
Recherche dans les nouvelles et les podcasts

La richesse d'une âme mûre

É muito interessante a abordagem do Espírito André Luiz, no livro Sinal verde, na lição “Mortos vivos”, na qual o autor revela que a mente humana se condicionou, de maneira geral, a crer que “a madureza da alma é antecâmara da inutilidade, e eis muita gente a se demitir, indebitamente, do dever que a vida lhe delegou”.

Sabedores de que a vida continua e o Espírito evolui ao longo das sucessivas encarnações, temos de admitir que a idade madura é o melhor momento da pessoa encarnada, pois, com a experiência que acumulou durante os anos vividos, não deveria se consumir com coisas que não são realmente importantes. Apesar disso, infelizmente, nos deparamos com vovôs e vovós que acreditam que, com a velhice, o melhor é “pendurar as chuteiras” e esperar a hora de “passar desta para outra”, de acordo com o dito popular. Desperdiçam as melhores oportunidades de suas vidas, oportunidades que não conseguiram ter na juventude, nem na vida adulta, cheia de lutas e sacrifícios.

As pessoas idosas, de modo geral, dispõem do tempo que antes não dispunham, devido às intensas jornadas de trabalho que tinham de cumprir; outras já não precisam enfrentar a árdua rotina das donas de casa na organização do lar e na criação dos filhos. No entanto, poucos conseguem perceber as bênçãos das horas atuais em suas vidas. Como nos diz André Luiz, no mesmo texto, “esquecem-se de que o fruto madurecido é a garantia de toda a renovação da espécie”. Deixam-se abater pelo desânimo e preferem desperdiçar essa época áurea da vida, acreditando-se incapazes e estacionando na compaixão por si mesmos.

Nesse sentido, percebo três perfis de pessoas idosas. O primeiro diz respeito àquelas que se deixam abater, vencidas pelas doenças, acreditando que estão no fim e que o que lhes resta é esperar sempre o pior, pois, afinal, o corpo já está velho e as doenças vão tomando conta. Enfim, julgam-se ultrapassadas. O segundo perfil é o daquelas que, igualmente às primeiras, estão convencidas de que já estão velhas e, portanto, cobram e exigem, de forma ostensiva, respeito, compreensão e paciência dos mais jovens. E o terceiro perfil é o daquelas que, apesar de não estarem tão ágeis como antes, ou de possuírem alguma doença a exigir tratamento e medicação contínua, envolvem-se em inúmeras atividades e são requisitadas pelos jovens interessados em ouvir a voz da experiência. São essas que conseguem aproveitar a experiência acumulada em ações, conselhos e produtividade nas situações mais simples da vida.

Essa reflexão me faz lembrar a história de uma amiga, extremamente cuidadosa com sua genitora, que, apesar da idade avançada e das doenças controladas por medicamentos e outros cuidados, é lúcida e goza de relativa qualidade de vida. No entanto, a querida senhora solicita atenção em tempo integral da filha, com exigências, às vezes, pueris. Reclama de tudo e ignora as demais responsabilidades da minha amiga, colocando-se no centro do Universo.

Certo dia, a senhora foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um tumor que, após a biópsia, constatou-se ser benigno. A filha licenciou-se do trabalho para dar toda a retaguarda na convalescença da mãezinha. Quando esta estava restabelecida, minha amiga, após adotar todas as providências para garantir a assistência à sua mãe – que mora com ela, o marido e uma empregada de confiança –, voltou às suas atividades profissionais. Até aí, tudo bem, não fosse o fato de a mãe passar a exigir que a filha se aposentasse do trabalho para cuidar exclusivamente dela. Passou, então, a fazer todo tipo de chantagem emocional, desestruturando o equilíbrio familiar.

Certa vez, em desabafo, pediu-me a opinião a respeito desse verdadeiro drama que estava vivendo. Naquele momento, eu só poderia oferecer uma palavra de ânimo e paciência, baseada nas lições de Jesus e dos grandes mentores da nossa doutrina. Também lhe disse que deixar o trabalho profissional não iria, de modo algum, resolver o impasse, ao contrário, poderia agravar ainda mais a intransigência de sua mãe. O melhor seria ouvir e deixar para lá, pois, à medida que a senhora percebesse o pouco efeito de suas investidas, não encontraria motivos para novas exigências. Por outro lado, sugeri também que elas passassem a realizar um trabalho voluntário em asilos, hospitais ou outras instituições de assistência social.

E assim elas fizeram. Engajaram-se em um trabalho em uma instituição de acolhimento de mulheres com filhos, sem abrigo, procedentes de abusos e outras situações de risco social. Passado algum tempo, ficou evidente que foi uma oportunidade maravilhosa para ambas, pois minha amiga e sua mãe estavam profundamente envolvidas e unidas no nobre trabalho de servir ao próximo. Acreditem: a senhora cessou as exigências descabidas.

Référence

LUIZ, André (Esprit). Feu vert. Psychographié par Francisco Candido Xavier. 54. ed. Uberaba, MG: Comunhão Espírita Cristã, 2009

Laisser un commentaire

Votre adresse e-mail ne sera pas publiée. Les champs obligatoires sont indiqués avec *

Profitez de cette offre !

Découvrez les productions d'Editora FE

Assinatura Open Sites